Cachoeira (BA) | Crédito imagem: Silvia Bocchese de Lima
Esta cidade tem muito da história da Bahia e, principalmente, do Brasil. Cachoeira é um município localizado a 110km de Salvador e é uma das principais cidades do Recôncavo Baiano.

Ela foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional e é reconhecida como “Cidade Heróica”. Foi este lugar que mais recebeu escravo no Brasil e, em virtude disso, é rica sua cultura fruto da miscigenação do branco, do negro e do índio.

A cidade de Cachoeira está às margens do Rio Paraguaçu e sua arquitetura reúne casarões, igrejas e museus e teve seu auge no início do século XIX.

A história diz que foi a sua liderança política durante as lutas pela independência do Brasil e da Bahia que fizeram com que Cachoeira tivesse projeção nacional.

“A resistência cachoeirana contra os portugueses teve seu ápice em 25 de junho de 1822, quando o povo da cidade se reuniu e declarou Cachoeira livre de Portugal, mesmo sob a ameaça de uma escuna militar, fundeada no Rio Paraguaçu. Os habitantes das vilas e povoados do Recôncavo Baiano eram, na maioria, defensores da Independência”, está escrito em um cartaz da cidade.

Isto explica do fato de todo dia 25 de junho ser feriado estadual, e são prestadas muitas homenagens, inclusive à Maria Quitéria de Jesus Medeiros, uma jovem, da cidade que se vestiu de homem e fingiu ser soldado para lutar contra os portugueses. A cidade tem tanta importância para a Bahia, que todo dia 25 de junho, a cidade vira a sede do governo da Bahia e o Governador e os secretários fazem despachos dali mesmo. E, em 02 de julho de 1823, é a vez da Bahia declarar-se independente de Portugal.

Considerada a segunda Capital da Bahia, Cachoeira é berço do escritor Castro Alves e da renomada enfermeira Ana Néri. E para consolo deles, caso algum dos dois tivesse cometido algum crime, certamente teriam lugar em uma das salas da cadeia municipal, reservado a presos ilustres.

A antiga cadeia funciona como um museu, no prédio da Casa de Câmara.A cidade conta com 31 mil habitantes, e tem como principais produtos o fumo e o açúcar.
A cidade também conta com a Irmandade Boa Morte, um grupo religioso formado por negras, que entre tantas outras atribuições, eram responsáveis pelos mortos.
